Ação 33: 2017/18: Gestão de Conflitos em Contexto Escolar: Estratégias de Prevenção de Comportamentos Desajustados

Publicado a 11/09/2017, 08:39 por Bruno Henriques   [ atualizado a 18/09/2017, 08:20 ]
Curso de Formação: 25HP, 1 UC
Registo de Acreditação: 
CCPFC/ACC-92027/17
Formadora: Carina Lobato Faria
Local: Agrupamento de Escolas de Benfica
Grupos de recrutamento: Ensino Básico e Ensino Secundário
Calendário: 
23 de novembro de 2017 a 25 de janeiro de 2018

                                                                       

Descrição

Conflitos são uma construção social inerente à própria condição humana. Não são, por sua natureza, nem positivos, nem negativos, constituindo-se como um facto incontornável
da vida em sociedade (Ceccon, 2009). 
A forma como são encarados, enfrentados e geridos, é o elemento diferenciador, para que o mesmo onflito seja ou não promotor de desenvolvimento humano. Quando bem geridos, os conflitos podem na realidade conduzir a situações de intensa criatividade e aprendizagem. Quando ignorados ou mal
administrados, é muito provável que se revistam de consequências não desejadas. 

Frequentemente associamos o conceito violência ao contexto de conflitos, no entanto, o comportamento violento é apenas umas das possíveis consequências da inabilidade em
gerir situações de conflitos interpessoais. Compreender este facto é uma questão crucial e central para todos os cuidadores, afectivos ou intelectuais, cujo interesse no
desenvolvimento humano seja uma realidade.  

Dados retirados do relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Educação – Estado da Educação 2015 – é possível observar indicadores preocupantes de perceção de falta
de segurança escolar e existência de elevados níveis de agressividade entre a comunidade de alunos na idade da pré-adolescência e adolescência.
De acordo com o mesmo documento, dos países pertencente à OCDE que participaram no estudo HBSC - Health Behaviour in Schoolaged Children, que resulta  da  colaboração  
entre investigadores  internacionais  e  pretende  estudar  os estilos de vida dos adolescentes em idade escolar, tendo em  conta  indicadores  de  saúde,  de  educação,  sociais  
e familiares (Inchley et al., 2016) – para o ano de 2013/2014 Portugal apresentou uma das percentagens mais elevadas de raparigas com 15 anos que referiam terem sido vítimas
de bullying na escola, pelo menos duas ou três vezes por mês nos últimos dois meses. No caso dos rapazes com 15 anos, essa percentagem foi a mais elevada a par da Áustria. 

Certamente que poderemos considerar que o posicionamento destes jovens face à realidade que percecionam não deixa de ser apenas uma perceção pessoal e individual, e
que poderá não corresponder exactamente à realidade mensurável. No entanto, o sentimento é para eles um facto, e um facto que reduz consideravelmente os seus níveis de
saúde mental, e por consequência a sua disponibilidade para a aprendizagem. E este facto é tao significativo, que de acordo com específicos (Brancalhone, Fogo & Willians, 2004; Lipp, 2004; Lipp & Novaes, 2000; Sbaraini & Schermann, 2008) o prejuízo na capacidade de aprender, anteriormente atribuído apenas a deficits cognitivos, tem sido associado,
nos últimos anos, cada vez mais sistemática e significativamente, à exposição a eventos desencadeaores de stress.  

Sendo períodos por natureza mais complexos do ponto de vista relacional e de regulação comportamental, e tendo por base que a construção psicológica da disciplina da regulação comportamental, não é um processo inato, implicando um trabalho ativo de todos os cuidadores que lidam direta ou indirectamente com as crianças; a proposta da presente formação é promover um espaço de reflexão sobre os processos inerente à construção das competências neurodinâmicas da regulação do comportamento, bem como de construção de algumas estratégias de prevenção e ação sobre os comportamentos desajustados, produto dos conflitos naturais inerentes às relações interpessoais. Visando a diminuição dos problemas inerentes aos conflitos em contexto escolar, e por consequência disso a diminuição dos índices de comportamentos violentos, em todas as suas manifestações, é, de acordo com Giddens (1994), absolutamente necessário desenvolver uma educação para a gestão positiva dos conflito, de modo a educar no sentido de uma cultura de paz e cidadania ativa, contribuindo para o desenvolvimento do papel da escola com uma “politica da vida”.



Seleção de formandos:                  ;

  • 1.ª prioridade: Docentes das escolas associadas ao CFAEMBM.

Detalhes da calendarização



                           novembro: 23(quinta feira) 17h00 - 19h30; 28(terça feira) 17h00 - 19h30; 30(quinta feira) 17h00 - 19h30;

                           dezembro: 05(terça feira) 17h00 - 19h30; 14(quinta feira) 17h00 - 19h30; 

                           janeiro:       11(quinta feira) 17h00 - 19h30; 18(quinta feira) 17h00 - 20h00; 25(quinta feira) 17h00 - 20h00.                                                                                                                   



                                                                                                                                     

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