Ação 05: 2017/2018: Avaliação nos ensinos básico e secundário: como avaliar para o sucesso educativo?

Publicado a 08/09/2017, 04:24 por Bruno Henriques   [ atualizado a 08/09/2017, 04:43 ]
Oficina de Formação: 25HP+25TA, 2 UC
Registo de Acreditação: 
CCPFC/ACC-91104/17
Formadores: A Determinar
Local: A Determinar
Grupos de recrutamento: Ensino Básico, Secundário e Ensino Especial
Calendário: 
10 de janeiro de 2018 a 30 de abril de 2018 

                                                                       

Descrição

O debate sobre o que se aprende e como se aprende na escola do século XXI é hoje um tema de interesse do domínio público, sendo consensual que a escola
é o território de eleição no desenvolvimento de competências para a sociedade do conhecimento e para o exercício de uma cidadania ativa e democrática.
Consciente destes desafios, o XXI Governo Constitucional estabeleceu, como prioritário na área da educação, entre outros, os seguintes objetivos: 

Criar condições para que as escolas e agrupamentos possam gerir o currículo nacional de forma flexível e contextualizada, utilizando os métodos, as abordagens
e os procedimentos que se revelarem mais adequados para que todos os alunos possam aprender;

Desenvolver ações para garantir que as aprendizagens dos alunos constituam o cerne dos projetos educativos das escolas e dos agrupamentos, considerando as
salas de aula como espaços privilegiados para aprender a descobrir, a analisar e a interpretar fenómenos científicos, sociais, artísticos, ambientais e tecnológicos;

Criar condições para que as escolas e os agrupamentos, em articulação com os centros de formação, as instituições do ensino superior e outros intervenientes, se
assumam como espaços privilegiados para a formação contextualizada dos seus docentes.

(Programa do XXI Governo Constitucional) 
Com vista à consecução destes objetivos, o Ministério da Educação desenvolveu uma estratégia na qual se incluem
diferentes medidas, entre as quais, a criação de um “Perfil de competências após 12 anos de escolaridade”, o desenvolvimento de um programa de educação para
a cidadania, de um programa para a promoção da inclusão, o desenvolvimento de um Currículo para o Século XXI: Aprendizagens Essenciais, por área disciplinar/
disciplina e a redefinição dos “princípios orientadores da avaliação das aprendizagens, afirmando a dimensão eminentemente formativa da avaliação, que se quer
integrada e indutora de melhorias no ensino e na aprendizagem” (Despacho normativo n.º 1-F/2016, de 5 de abril).

Neste quadro legislativo, avaliar é, fundamentalmente, o processo que possibilita aprender e ensinar melhor, fornecendo ao aluno, ao professor, ao encarregado de
educação e aos restantes intervenientes neste processo, informação relevante que permita a revisão, o ajustamento e a melhoria da aprendizagem, do ensino e da
avaliação. 

Embora a avaliação nos ensinos básico e secundário compreenda as modalidades diagnóstica, formativa e sumativa, o contexto educativo nacional tem vindo,
maioritariamente e, nos últimos anos, a privilegiar a sua vertente sumativa, com foco essencialmente nos resultados. Neste contexto, a avaliação formativa, enquanto
facilitadora da regulação da aprendizagem e do ensino, deve assumir especial relevância por forma a concretizar o objetivo da melhoria das aprendizagens.

Importa, assim, capacitar os docentes dos ensinos básico e secundário, em funções no contexto educativo nacional, dos princípios, finalidades, métodos, técnicas e
instrumentos de avaliação interna que privilegiem a recolha sistemática de informação. Deste modo, a avaliação poderá, atempadamente, permitir um aperfeiçoamento
dos desempenhos, a reformulação dos percursos realizados, o levantamento das dificuldades, a diferenciação pedagógica, a redefinição dos planos e das etapas de
ensino, que irão contribuir efetivamente para a melhoria do sucesso escolar. 

Neste âmbito, propõe-se a realização de uma oficina de formação que permita que os docentes se apropriem de conceitos-chave da avaliação formativa, desenvolvam
técnicas ativas, construam instrumentos inovadores adaptados ao contexto educativo específico, que se estabeleçam momentos de experimentação e análise dos mesmos
com vista ao seu aperfeiçoamento ou reformulação. Deste modo, pretende-se motivar, capacitar e apoiar os docentes a melhor planear, agir, refletir criticamente sobre as potencialidades da avaliação aplicação e ajustar as suas práticas em prol do sucesso das aprendizagens dos alunos.


Seleção de formandos:

  • 1.ª prioridade: Docentes das escolas associadas ao CFAEMBM.



Detalhes da calendarização:


                                 A DETERMINAR



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