Ação 06: 2017/2018: Flexibilização e Integração curricular

Publicado a 08/09/2017, 04:50 por Bruno Henriques   [ atualizado a 08/09/2017, 07:39 ]
Oficina de Formação: 25HP+25TA, 2 UC
Registo de Acreditação: 
CCPFC/ACC-91102/17
Formadores: A Determinar
Local: A Determinar
Grupos de recrutamento: Educadores de Infância, Ensino Básico, Secundário e Ensino Especial
Calendário: 
10 de janeiro de 2018 a 18 de maio de 2018 

                                                                       

Descrição

As sociedades atuais debatem-se com questões como a imprevisibilidade do futuro e a sustentabilidade dos atuais padrões de desenvolvimento económico e social.
Ao refletir sobre esta realidade a escola é desafiada a ampliar e diversificar as suas funções educativas, preparando os alunos para compreenderem e participarem na complexidade e dinamismo do mundo em que lhes é dado viver (Alonso, 2002). Neste contexto, a educação e a escola enfrentam novos desafios.
O debate sobre o que se aprende e como se aprende na escola do século XXI é hoje um tema de interesse do domínio público, sendo consensual que a escola é o
território de eleição no desenvolvimento de competências para a sociedade do conhecimento e para o exercício de uma cidadania ativa e democrática.
Consciente destes desafios, o XXI Governo Constitucional estabeleceu, como prioritários na área da educação, entre outros, os seguintes objetivos:

Criar condições para que as escolas e agrupamentos possam gerir o currículo nacional de forma flexível e contextualizada, utilizando os métodos, as abordagens e os procedimentos que se revelarem mais adequados para que todos os alunos possam aprender;

Desenvolver ações para garantir que as aprendizagens dos alunos constituam o cerne dos projetos educativos das escolas e dos agrupamentos, considerando as salas
de aula como espaços privilegiados para aprender a descobrir, a analisar e a interpretar fenómenos científicos, sociais, artísticos, ambientais e tecnológicos;

Criar condições para que as escolas e os agrupamentos, em articulação com os centros de formação, as instituições do ensino superior e outros intervenientes, se assumam como espaços privilegiados para a formação contextualizada dos seus docentes;

(Programa do XXI Governo Constitucional)
Estes objetivos pressupõem uma conceção de currículo mais aberta e abrangente, associada à valorização de práticas de gestão curricular mais flexíveis e
adequadas a cada contexto, entendendo as unidades organizacionais como espaços de construção partilhada do currículo. Assim, procura-se uma visão estratégica
partilhada, centrada na qualidade das aprendizagens, construída com a participação de todos os atores, partindo da reflexão e avaliação continuada da ação (Alonso, 2002).
O documento “Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória” vem ainda definir várias competências-chave que os alunos devem desenvolver ao longo da
sua escolaridade obrigatória, respondendo aos desafios da sociedade atual e futura. Tal assunção pressupõe “alterações de práticas pedagógicas e didáticas de
forma a adequar a globalidade da ação educativa às finalidades do perfil de competências dos alunos” (Martins, Guilherme d’Oliveira (coord.), 2017).
Reivindica-se um papel ativo do aluno, construtor do seu conhecimento, implicado no processo de construção do seu saber, cabendo ao professor o papel de facilitador e dinamizador das tarefas postas em ação e estimulador à participação e envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem.

Pôr em prática a flexibilização e a integração curricular exige uma abordagem sistémica, que envolve os recursos humanos, a diferentes níveis, os recursos físicos
e os recursos pedagógicos. Neste sentido, é dada margem de autonomia às estruturas organizacionais e pedagógicas das escolas, de modo a ajustar as experiências
de aprendizagem dos alunos aos seus perfis e necessidades. Esta autonomia pressupõe uma maior responsabilidade por parte das equipas de docentes e coloca-lhes
novos desafios, que carecem de um incremento ao nível da formação (Beane, 1995, 2003; Drake, & Burns, 2004).

No contexto escolar, a preparação do processo de ensino-aprendizagem por professores, em trabalho colaborativo, leva-os a envolverem-se em processos de
reflexão, analisando em detalhe de que modo os seus objetivos se inserem no currículo, bem como o pensamento e as ações dos alunos. Assim, deve ser valorizado
o exercício reflexivo e crítico, decorrente de observações de processos de ensino-aprendizagem, numa ação conjunta, dialogada e que favoreça a compreensão das necessidades dos alunos, das suas potencialidades e dos seus mecanismos de aprendizagem. Este exercício induz o questionamento das práticas, pressupondo o
seu enriquecimento, pelo que constitui um processo de desenvolvimento profissional dos professores (Baptista, Ponte, Velez, et al, 2012).

A importância do envolvimento do aluno no processo de aprendizagem é uma discussão amplamente aceite e há evidências consideráveis na literatura que mostram
que os estudantes aprendem melhor quando se envolvem e participam ativamente na sua aprendizagem (Prince, 2004). Neste sentido, cabe ao professor ou à equipa
de professores priorizar aprendizagens, definir estratégias, selecionar e/ou adequar tarefas e atividades, indo ao encontro de todos os alunos. Nos espaços de a
prendizagem, nomeadamente na sala de aula, durante a exploração das tarefas, o professor promove e estabelece uma comunicação que pode assumir um caráter
unívoco ou dialógico, dependendo do maior ou menor espaço dado ao professor(es) ou aos alunos (Ponte, Quaresma, & Branco 2012). Num processo de aprendizagem
ativa, o papel do aluno é central, este aprende com os pares e a comunicação assume-se como interação social. Na comunicação como interação social, os alunos
aprendem colaborativamente, interagindo e influenciando-se reciprocamente na construção de significados partilhados para uma compreensão acerca do mundo objetivo,
social e subjetivo (Habermas, 2004).

Assim, esta oficina de formação tem como finalidade promover e apoiar: (i) A reflexão sobre as novas opções curriculares, a sua exequibilidade e adequação aos
contextos de cada comunidade escolar, tornando os documentos curriculares num efetivo instrumento de promoção do sucesso escolar de todos os alunos. (ii) A reflexão
sobre as práticas profissionais a desenvolver, planeando, concretizando e reformulando práticas letivas, tendo em conta as opções curriculares tomadas, para um ensino
centrado nas necessidades de cada aluno. (iii) O desenvolvimento de projetos de natureza disciplinar, multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar, tendo em conta a diversidade dos alunos e seus contextos, as áreas do saber e os recursos existentes, considerando e integrando práticas de ensino-aprendizagem centradas no aluno.


Seleção de formandos:

  • 1.ª prioridade: Docentes das escolas associadas ao CFAEMBM.



Detalhes da calendarização:


                                 A DETERMINAR
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