Ação 30: 2017/2018: Cultura de sala de aula — contributos para a aprendizagem da matemática

Publicado a 11/09/2017, 08:18 por Bruno Henriques   [ atualizado a 11/09/2017, 08:28 ]
Oficina de Formação: 26HP+26TA, 2,1 UC
Registo de Acreditação: 
CCPFC/ACC-91520/17
Formadora: Graciosa Veloso
Local: A Determinar
Grupos de recrutamento: Grupos de Recrutamento 110 e 230
Calendário: 
09 de janeiro de 2018 a 30 de maio de 2018 

                                                                       

Descrição

Há vários anos que a investigação em educação matemática destaca a importância da cultura de sala de aula para a aprendizagem dos alunos. As normas sócio
matemáticas e as caraterísticas de um ensino exploratório são dois aspetos importantes a desenvolver e que têm recolhido contributos significativos da investigação
realizada em vários contextos educativos. 

Um outro aspeto importante a destacar é a problemática do questionamento na aula de matemática. Esta problemática tem sido objeto de várias investigações recentes
com novos contributos para o papel do professor na aprendizagem quando se atende às diversos dinâmicas de mediação entre o professor e os alunos e se valoriza o
papel ativo dos alunos na aprendizagem. Destacam-se os trabalhos de Mason (2000, 2010) em que este investigador defende que se tomarmos atenção aos tipos de
perguntas que fazemos poderemos influenciar o desenvolvimento da consciência e do poder do raciocínio matemático dos alunos. Para este investigador é importante
que o professor consciencialize e reflita sobre as perguntas que faz nas várias situações didáticas que vive com os alunos, procurando compreender em que medida as
questões que habitualmente coloca promovem dependências dos alunos, configurando muitas vezes situações que contariam o desenvolvimento das capacidades de
raciocinar matematicamente. Ao pensar sobre esta problemática o professor pode melhorar muito a sua maneira de fazer perguntas aos alunos.

Esta ação tem como ponto de partida esta temática do questionamento e o interesse que o assunto recolheu junto de um grupo de professores do 1.º ciclo de um
agrupamento num seminário de formação. Pretende-se, assim, aprofundar o assunto do ponto de vista teórico e recolher ideias decorrentes de experiências a realizar
pelos professores que vierem a realizar a ação. Neste sentido, como responsáveis pela formação de professores de Matemática na ESE de Lisboa, continuaremos a
construir, de forma colaborativa com os profissionais, respostas para as exigências da inovação curricular que decorrem dos novos programas e orientações curriculares,
das possibilidades que as tecnologias de informação oferecem, da heterogeneidade dos públicos escolares e do desenvolvimento da investigação.

A ação poderá ser oferecida a um grupo de professores do mesmo agrupamento, sendo uma temática com efeito catalisador para todos os professores visto que não está vinculada a temas programáticos de nenhum ano de escolaridade. A dimensão prática da ação, com uma forte ligação à realização de experiências e à colaboração entre docentes na mesma aula, configuram para a ação a modalidade de oficina.



Seleção de formandos:

  • 1.ª prioridade: Docentes das escolas associadas ao CFAEMBM.



Detalhes da calendarização:


                                 A DETERMINAR
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